Querido amor,
Não estaria a escrever-te se isto não estivesse cada vez mais grave. Cada vez mais há pessoas a sentirem tristeza em vez de felicidade e não te vejo a fazer nada. O que são feitos dos teus grandes feitos, do romantismo inigualável que havia antigamente? Porque é que te tornaste um conformista e te sentas à espera do acaso? Tu nunca foste de esperar pelo destino. Não no que se referia a ti. Sempre foste corajoso, valente. Sempre quiseste ser o maior, o mais importante, o que prevalecia acima de tudo e todos mas agora vejo-te a ser um mero naufrago à deriva num mar que já nem é dele. Não seria eu uma pessoa decente se não quisesse que voltasses aos teus dias de glória. Quero, quero mesmo muito, não só por mim mas por todos aqueles a quem a tristeza assombra. Não sejas fraco e luta. Impõem-te a alcança o teu lugar ao sol. Tenho a certeza que o mundo seria bem melhor.
Cláudia Rodrigues
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